14.8.17

Sushi e vinho rosé para tardes de Verão

Sushi e vinho rosé

De tanto que gostamos de outras comidas, acabamos rendidos também à cultura que as cria. Devo ao sushi uma curiosidade maior sobre a cozinha japonesa e a crescente admiração pela conjugação, ao mesmo tempo, simples e complexa dos seus sabores. Para os corajosos está reservada uma faca afiada e o peixe mais fresco da banca. É pedida agilidade na hora de enrolar e cortar e imaginação para servir os mais bonitos pratos. Mas diz-se o que o segredo do sushi é o arroz, que quando cozinhado na medida certa e com um tempero equilibrado de acidez e doçura é garantia de sucesso. Claro que há sempre o porto seguro do restaurante de confiança ou os bons serviços de entrega em casa que estão disponíveis, sendo que para fazer o pedido é preciso saber o que se quer e encomendar pelo nome.

Se dominar os nomes e as combinações de norimakis e nigiris ou gunkan e temaki é suficientemente difícil, há ainda na hora de pôr os pauzinhos na mesa que decidir o que beber. Confesso-me frequentemente tentada a voltar ao vinho como bebida de eleição. Sem as referências da cozinha japonesa, onde o vinho não acompanha sushi, nada como procurar novas combinações entre as castas que nos são mais conhecidas. Foi esse o desafio da Fiuza numa destas tardes de Agosto: que vinho escolher para acompanhar sushi?

os segredos do sushi Sushi e vinho rosé

8.8.17

{ Verão na Cidade } O mundo inteiro cabe no Populi

Almoçar em Lisboa, Populi

Se eu não morasse em Lisboa, queria muito poder vir aqui e esquecer-me do tempo ali junto ao rio. Nem que seja por um momento o relógio perde serventia quando me sento na esplanada do Populi, com o Terreiro do Paço nas costas e o Tejo a meus pés. No coração da cidade, na praça que serviu de porta de entrada à cidade quando os barcos chegavam ao cais da colunas, vive-se o burburinho de um dia de semana. Inquietos, os habitantes apressam o passo não vá a hora de almoço passar rápido demais, enquanto os visitantes se demoram nos pormenores e se encantam com tudo e com nada.

Chego e há uma calma aparente no restaurante. Toda a acção está cá fora e não tardo em encontrar o meu lugar já os petiscos se fazem à mesa. Indecisa entre a Amêijoa da Ria Formosa à Bulhão Pato ou o Camarão servido na mais bonita frigideira resolvo provar os dois. São as memórias a fazer das suas e mesmo depois de provar continuo sem me decidir. Mas a carta está cheia de pratos que me deixam curiosa. Sushi de novilho?

Lisboa, Terreiro do Paço, downunder Almoçar em Lisboa, Populi Almoçar em Lisboa, Populi Almoçar em Lisboa, Populi

20.7.17

À descoberta da Cozinha Nikkei na Waka Cevicheria

Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico)

Há quem viaje para comer e quem quase sem sair de casa embarque numa viagem através do prato. É esta a promessa feita quando nos sentamos à mesa da Waka - Cevicheria, num Domingo de férias em que Cascais nos recebe com tempo ameno e a brisa fresca do mar. Ao longo do almoço havemos de ser surpreendidos por sabores de outras paragens em perfeita harmonia, com referências mais ou menos subtis à rica e diversa culinária do Pacífico.

De um encontro feliz entre as cozinhas Peruana e Japonesa nasce o conceito nikkei, resultado da miríade de técnicas e ingredientes que são característicos de países tão diferentes como o Perú e o Japão. Do ceviche às gyosas, passando pelo pisco sour ou pelo sushi até aos famosos tiraditos, o prato mais conhecido desta combinação especial de cozinhas e o que usa a denominação nikkei com orgulho.

Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico) Waka Cevicheria (ou como provar os sabores do Pacífico)

Mas afinal de que se faz a Cozinha Nikkei?

13.7.17

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Querido Verão, que bom que chegaste. O melhor de ti vem sob a forma de frutas e legumes para comer gulosamente em dias de longas horas de sol que parecem não ter fim. Nada tem o sabor desses momentos. São taças cheias de cerejas e pêssegos, morangos e mirtilos, figos e ameixas e promessas de beijos de açúcar sem conta. São pratos repletos de tomate de todas as cores, beringelas e curgetes e molhos de cenouras e beterrabas num arco-íris de aromas. É inspiração viva para refeições vegetarianas em que toda a atenção é dada aos heróis da estação.

Sempre com os grelhados a servir de desculpa para almoços ou jantares coloridos e para dar resposta a desejos de hambúrgueres, a beterraba dá corpo e cor à quinoa e eis que pequenas bolas rosadas se transformam nos mais perfeitos bolinhos.

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

Ligado o grelhador, as curgetes verdes e amarelas chegam-se à frente para um acompanhamento fácil e ao gosto de todos. Por esta vez, passamos as batatas fritas e ficamos encantados nas marcas exactas da grelha que trazem todo o sabor a fatias longitudinais temperadas com limão e manjericão. Depois é altura de tirar os hambúrgueres do frio e levá-los a cozinhar. Rápido e bonito, o prato que chega à mesa encerra mostra todas as cores do Verão, com a ajuda de uma salada de tomate.

Para vegetarianos convictos e carnívoros sem redenção, fica a sugestão de uma receita que trará sorrisos a todos e a certeza de uma refeição deliciosa. Boas férias!

Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada) Hambúrgueres de quinoa e beterraba (com curgete grelhada)

5.7.17

{ Verão na Cidade } Os hambúrgueres do Mouzinho

Mouzinho, Lisboa

Ficar em Lisboa no Verão, quando meio mundo ruma a sul e outros tantos voam para paragens longínquas, é das minhas coisas favoritas. Vou dizer baixinho para não incomodar quem já faz as malas e os que suspiram por ainda não poder fazê-las. É nestes meses que faço da cidade chão para todas as explorações, saindo das zonas mais turísticas e vivendo as novas descobertas como se Lisboa fosse só minha. Em Julho e Agosto, todas as semanas, partilho convosco um restaurante para apreciar entre férias ou quando o espírito da estação pede para sair à rua mesmo em dias de semana. É uma espécie de guia de Verão na Cidade, versão 2017.

Hoje falo do Mouzinho. O nome ganho da rua onde fica (Mouzinho da Silveira) faz de nós quase vizinhos e o conceito, que coloca os hambúrgueres no centro das atenções, traz uma proposta que se demarca das demais. Parte do Turim Marquês Hotel, o Mouzinho é um restaurante de corpo inteiro pois longe vai o tempo em que fazer parte de uma unidade hoteleira era garantia de comida sem sabor. É da mão do chef Hugo Ambrósio que saem hambúrgueres diferentes servidos num ambiente cuidado, acompanhados por cocktails bonitos, com e sem álcool, saídos do bar de serviço impecável ali ao lado.

Mouzinho, Lisboa Mouzinho, Lisboa

Com porta para a rua e uma sala aberta à luz da cidade, este é um restaurante para apreciar novas formas de ver a carne e o peixe em formato burger com combinações muito curiosas. Desde o rústico, com feijão e morcela, ovo e cogumelos, ao hambúrguer de queijo da Serra, bacon e cebola caramelizada com Porto, a piscar o olho às noites mais frias até ao de picanha, com feijão preto, linguiça e ananás assado, a convidar aos sabores brasileiros. Cada um muito diferente dos outros, todos na companhia da incontornável batata frita que também pode ser doce e foi a minha bem sucedida escolha. A estrela da noite foi, contudo, um sedoso hambúrger de salmão, com ovo escalfado e molho inglês, pontuado com tomate desidratado e a lembrar os predilectos ovos benedict. Presa pelo estômago, afogo o nariz nos aromas do sumo de laranja e manga com baunilha a que volto de quando em vez em lembranças de excelente memória. Fico certa de poder comer este hambúrger e beber este sumo a qualquer das refeições do dia, com garantia de conforto imediato.

Por fim, mas não menos importante, as sobremesas. Os gulosos veêm satisfeitos os seus desejos em doses correctas de um interessante cheesecake de queijo de cabra ou na riqueza do brownie com gelado, ambos servidos a partir do carrinho de sobremesas que finda a parte salgada da refeição se faz à sala. Garfadas pequenas para saborear o doce com os olhos postos na cidade que passa lá fora e logo nos acolhe, mais uns apaixonados por Lisboa, a caminho de casa na mais perfeita noite de Verão.

Mouzinho, Lisboa Mouzinho, Lisboa

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Mouzinho Restaurant & Bar
Turim Marquês Hotel, Rua Mouzinho da SIlveira, 26,
Lisboa